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http://hdl.handle.net/20.500.12253/1565| Title: | Fatores ambientais associados ao risco de queda, percebidos pelos cuidadores informais de clientes adultos em hospitalização domiciliária |
| Authors: | Nascimento, Maria João das Neves do |
| Keywords: | Quedas Hospitalização domiciliária Fatores ambientais Cuidadores informais Enfermagem comunitária. |
| Issue Date: | Dec-2025 |
| Publisher: | Escola Superior de Saúde Atlântica |
| Citation: | Nascimento, Maria João das Neves do (2025). Contributo da Intervenção do Enfermeiro de Reabilitação na Pessoa Com Parésia Facial. Barcarena: Escola Superior de Saúde Atlântica |
| Abstract: | Introdução: O envelhecimento da população portuguesa representa um dos grandes desafios da atualidade para o sistema de saúde nacional, levando a repensar os modelos de prestação de cuidados. A hospitalização domiciliária surge como resposta, permitindo que cuidados de saúde complexos sejam realizados no ambiente domiciliário, aumentando conforto e satisfação dos clientes. Todavia, na transição do hospital para o domicílio surgem desafios específicos, destacando-se as quedas como complicação frequente e preocupante. Estudos demonstram que muitas quedas estão relacionadas com características modificáveis do ambiente domiciliário. O cuidador informal tem aqui papel determinante, sendo quem, no dia a dia, observa os perigos, implementa adaptações e acompanha o cliente no autocuidado. Objetivos: Identificar, na perspetiva dos cuidadores informais, quais são os fatores ambientais que estão associados ao risco de quedas em clientes adultos em hospitalização domiciliária de uma unidade privada de serviços de saúde da região de lisboa. Metodologia: Estudo qualitativo descritivo, fundamentado na Teoria das Transições de Afaf Meleis. Foram realizadas quatro entrevistas semiestruturadas a cuidadores informais de clientes adultos em hospitalização domiciliária, entre junho e setembro de 2025. Os participantes foram selecionados através de amostragem não-probabilística por conveniência, cumprindo critérios de inclusão que contemplaram competência linguística portuguesa, idade superior a 18 anos, integração nos cuidados em hospitalização domiciliária e aceitação de participação voluntária e esclarecida. As entrevistas foram gravadas em áudio mediante consentimento informado e posteriormente transcritas na íntegra. A análise de dados seguiu a metodologia de Bardin, combinando categorização à priori, baseada no referencial teórico sobre fatores ambientais, e à posteriori, permitindo que novas categorias emergissem indutivamente. O estudo obteve aprovação ética das instituições envolvidas. Resultados: Identificaram-se sete fatores ambientais: tapetes e carpetes, mencionados unanimemente e removidos por todos os cuidadores; mobiliário e objetos decorativos mal posicionados, revelando diversidade de elementos desde colchas até vasos em zonas de passagem; espaço adequado para circulação, valorizado como fator facilitador; equipamento adaptativo incluindo barras de segurança, cadeiras de banho e camas articuladas; portas e corredores estreitos, identificados como barreiras estruturais fixas; desníveis e escadas, face aos quais desenvolveram estratégias de evitamento; e superfícies escorregadias, identificadas por antecipação preventiva. A iluminação inadequada, apesar da relevância científica documentada, não emergiu nos discursos, constituindo lacuna significativa. Surgiram dois achados não antecipados: abandono de dispositivos de apoio pela pessoa cuidada como comportamento de risco, e mudança de habitação como estratégia radical de gestão ambiental, com três cuidadores tendo mudado para ambientes estruturalmente adequados. Conclusões: Os cuidadores informais demonstram capacidade de identificação e gestão de riscos ambientais, emergindo como agentes ativos das transições vividas. Nos discursos, a ausência da iluminação, contrasta com a evidência científica, sugerindo necessidade de sensibilização específica. A mudança de habitação, interpretada através da Teoria das Transições, funciona como facilitadora das múltiplas transições simultâneas vividas neste contexto. O enfermeiro especialista em saúde comunitária assume papel determinante através de avaliação ambiental estruturada contemplando fatores menos óbvios, capacitação personalizada focada em lacunas identificadas, e apoio à tomada de decisão em situações complexas, trabalhando em lógica de parceria que reconheça o conhecimento experiencial dos cuidadores. |
| URI: | http://hdl.handle.net/20.500.12253/1565 |
| Appears in Collections: | E CS/ENF - Teses de Mestrado |
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