Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/20.500.12253/916
Title: Acessibilidade aos cuidados de saúde das pessoas sem-abrigo no Centro de Lisboa
Authors: Cordeiro, Andreia
Fatia, Tiago
Keywords: Sem-abrigo
Saúde pública
Acessibilidade
Saúde
Enfermagem
Lisboa
Issue Date: 2012
Citation: Cordeiro, Andreia; Fatia, Tiago (2012). Acessibilidade aos cuidados de saúde das pessoas sem-abrigo no Centro de Lisboa. Barcarena : Universidade Atlântica
Abstract: Introdução: Em tempos de crise económica o número de sem-abrigo tende a aumentar, sendo o principal factor causal o aumento do desemprego. Este grupo vulnerável da sociedade encontra, no seu dia-a-dia, dificuldades relacionadas com o seu estado de isolamento social, entre as quais se inclui o acesso aos cuidados de saúde. Os cuidados de saúde em Portugal são direccionados para a população residente, com documentação legal. O que acontecerá, neste caso, quando um sem-abrigo tenta recorrer aos serviços de saúde? Com isto em mente, pretendemos conhecer que acessibilidade aos cuidados de saúde têm as pessoas sem-abrigo no centro de Lisboa. Material e Métodos: O presente estudo qualitativo foi realizado com base em sete entrevistas semi-estruturadas audiogravadas a sem-abrigos do centro da cidade Lisboa. Foram questionados relativamente à importância que dão à saúde; a frequência com que recorrem a cuidados de saúde e quais as barreiras encontradas. O tratamento dos dados seguiu o método de tratamento e análise de dados de Bardin. Resultados Obtidos e Conclusão: As sete pessoas sem-abrigo entrevistadas referiram que a saúde não é uma prioridade no seu dia-a-dia. Afirmaram que os cuidados de saúde são um recurso de última instância, ao qual só acedem em situações que coloquem a sua vida em risco. Os sem-abrigo entrevistados afirmaram que existe muita burocracia, sendo essa a principal barreira sentida. Desta forma, seria importante desenvolver uma interligação entre as várias instituições que prestam cuidados aos sem-abrigo, bem como facilitar e agilizar o seu acesso aos serviços. Contudo há que criar e aplicar estratégias de empowerment junto deste grupo, exponenciando a sua participação em diversas áreas da sociedade, entre elas a saúde. Durante o período de colheita de dados contactámos com um número considerável de sem-abrigos com patologia do foro psiquiátrico, bem como com patologia infecciosa, como a tuberculose. Sugere-se, portanto, como futura linha de investigação, o estudo da prevalência de doença mental e infecciosa nesta população, assim como novas formas de intervenção.
URI: http://hdl.handle.net/10884/916
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